quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Quinto Dia

Não podíamos, nessa pequena estada em Paris, deixar de ir a um dos maiores museus do mundo. O Louvre. Construído por vários reis da França, foi castelo real até Luis XIII. Luis XIV mudou a corte para Versailles e começou a incentivar a arte utilizando o antigo palácio para receber a Academia de Belas Letras e a Academia Real de Pintura e Escultura, dando início ao então Musée do Louvre.
Várias são as maneiras de se chegar ao Louvre. Todos os parisienses e/ou turistas informam como chegar até lá. Minha sugestão é pegar a linha M1 do metro e descer na estação Palais Royal Musée do Louvre. Ao subir as escadas do subterrâneo do metro você vai estar na Place du Palais Royal (Ala Norte do Louvre). Antes de seguir em direção ao museu, recomendo visitar a Galerie d’Antiquités du Louvre que fica bem em frente a Place du Palais Royal. Lojas de Antiquário de impressionar. Ser derem sorte poderão ver um piano com várias obras pitadas a mão em sua estrutura.
Depois dessas preliminares, se prepare emocionalmente, seu coração vai bater mais forte, mesmo não sendo sua primeira vez, acredito que a emoção venha a tona.
Atravesse a Rue de Rivoli, você está atravessando a ala Norte no museu em direção a pirâmide de vidro. Nessa travessia já da para ter uma idéia da dimensão do lugar.
Para se ter uma noção do tamanho desse museu, se ficar parado 30 segundos em frente de cada obra, demoraría um pouco mais de três meses para ver o museu inteiro. Sendo assim, se faz necessário, uma seleção do que se quer ver. Claro que não se pode deixar de ver a obra responsável por levar 80% dos visitantes ao Louvre. A Monalisa, de Leonardo Da Vinci, localizada no primeiro andar do pavilhão Danton.
Um grande salão do museu só para ela. A sala mais cheia de todas que você vier a visitar. Com um vidro blindado na sua frente, a Monalisa expõe seu sorriso que até hoje estudiosos tentam decifrá-lo. Considero uma missão bem difícil essa, visto que não conseguimos decifrar o sorriso de uma mulher hoje em dia, imagine esta, que é uma suposta mulher (em uma das versões explicativas do quadro), e que foi pintada a séculos atrás? Acho que não vão conseguir decifrar esse sorriso nunca.
No salão atrás a direita, não deixe de ver o enorme quadro da coroação de Marie Josephine, mulher de Napoleão, sendo coroada pelo próprio Napoleão. Tradicionalmente, o papa faz a coroação dos reis da França. Ao instituir o império Napoleão se auto coroou Imperador, em uma atitude que não foi muito bem vista, dando a impressão que ele se julgou superior ao papa. Depois ele coroou Marie Josephine, sua esposa. O que está representado no quadro.
A partir daí, é só pegar um mapa e aproveitar. Esse mapa é interessante porque mostra as principais obras de cada pavilhão e de cada andar. De uma olhada geral no mapa e inicie o passeio no pavilhão de maior interesse, faça um roteiro e, se vier a se perder, as senhoras que trabalham nas galerias são de extrema simpatia, muitas são da América Latina e falam espanhol, o que pode vir a facilitar a comunicação.
Em baixo da famosa pirâmide de vidro fica o Carrossel do Louvre, um complexo de lojas, cafés e livrarias que, antes ou depois da visita é interessante de passear por lá. Eu gosto mesmo é da livraria. Além de vários livros sobre artes, muitas biográficas, etc etc. os mais curiosos são os livros infantis, como: “Como falar do Louvre para seu filho”; “Explicando a Monalisa para crianças”; “Gioconda e Jack na escola”; dentre outros.
Eu já comprei alguns livros desses, até por ser leigo no assunto, achei que com explicações simples e rápidas, poderia ser mais fácil o início de minha compreensão sobre esses temas. Com o aumento do interesse foi que eu mudei um pouco a literatura, mas o mínimo de conhecimento que a literatura infantil proporciona já é de grande valia para visitar os museus ou prédios históricos com outros olhos.
Depois de muito andar, suba pela pirâmide de vidro, se o sol já estiver se pondo e as luzes estiverem acesas, as fotos ficam belíssimas. Cartão postal tirado por nós mesmo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Fora do Ar

Gente,
Estou fora do ar.
Terca, acredito que ja tudo deve estar normalizado.
Abracos e obrigado pelos comentarios

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Quarto Dia

Com o assunto Revolução Francesa fervendo no meu interesse nessa visita a Paris, não podia deixar de ir à Bastille. Claro que o nome do bairro é em função da famosa prisão Bastilha. Nessa prisão ficavam os opositores aos reis da França. Quando foi tomada em 14 de julho de 1789 já estava quase desativada, tinha apenas 7 presos, mesmo assim centenas de pessoas morreram no conflito. A prisão foi incendiada dois dias depois, hoje somente uma praça com um monumento que representa a Liberdade é que se encontra em seu lugar.
Na verdade não se tem muito que fazer por lá, nesse bairro, somente a Place de la Bastille, o Opera Bastille (construído por Francois Mitterrand com comemoração aos 200 anos da tomada da Bastilha), o Promenade Plantée (um calçadão que fica em cima do Viaduto das Artes, muito usado para Cooper pelos parisienses) e o Viaduc des Arts (uma seqüência de arcos como viadutos com lojas de decoração e ateliers de pintores). Tendo pouco tempo, conhecendo a praça e vendo o Opera Bastille já está de bom tamanho.
Da Place de la Bastille seguimos em direção a Place dês Vosges no Marais. Ah!! O Marais. Antigo pântano (Marais quer dizer pântano) de Paris, bairro pobre e sofrido. Quem nunca cantou a canção infantil “eu sou pobre, pobre, pobre, de Marais, Marais, Marais.....” pois é... esse é o Marais onde todos cantavam e poucos sabiam do que se tratava.
A Place de Vosges é o coração desse bairro. É uma das praças mais famosas e elegantes de Paris, se não do mundo. Ela é rodeada de edifícios absolutamente simétricos, o que dá o estilo e o glamour da praça. Victor Hugo (autor do Corcunda de Notre Dame) morou em um dos apartamentos desses edifícios.
Lá, também, está o Musée de l’Histoire de France, onde, além de manuscritos reais e o testamento de Napoleão, podemos encontra, também, as últimas cartas de Maria Antonieta.
O Marais é um bairro que fica do lado direito do Sena (Rive Droit) e, assim, caminhando um pouco mais chegamos ao Hotel de Ville de Paris. Ao contrário do que muita gente pode pensar, Hotel de Ville é a prefeitura. Como, charmosamente, dizem em Fortaleza, “pense num prédio bonito........”. Estilo neorenascentista do final do século XIX e com paredes cheias de estátuas, impressiona qualquer um que passa em frente. A praça do Hotel de Ville chama-se anteriormente Place de Grève. Por sinal, a palavra “Greve” veio dessa praça, pois lá, os trabalhadores vagavam em busca de emprego, e estar “en Grève” significava não trabalhar.
Continuamos caminhando pela Rue de Rivoli, conhecida pelas suas famosas lojinhas de souvenir, já ao lado do Jardin des Tuilleries. Chegamos a Rue du Marché de St Honoré e, conseqüentemente, no Marché de St. Honoré. Dois restaurantes são de parada obrigatória, o Fuxia (que também tem perto da Champs Elysées) e o Barlotti (da mesma rede do Budda Bar). Ambos na praça do Marché e de comida italiana. Depois de tanta caminhada estávamos famintos e foi uma opção perfeita.
Mesmo assim, depois de um banho e pilhas renovadas, tínhamos uma reserva para as onze no Budda Bar. Lá é um lugar que mesmo se for ficar pouco tempo, é parada obrigatória, nem se for para uma taça de vinho para ver o ambiente. Esticamos até as duas da manha, porque o bar fechou.